Doa-se filhotes de GATOS – Gatos para doação

Publicado em Praia Brava | 27 de julho de 2010 |
Faça uma boa ação, ajude a encontrar um lar para esses gatinhos

Faça uma boa ação, ajude a encontrar um lar para esses gatinhos

 Oi, se você mora em Itajaí, Balneário Camboriú ou região e quer um gatinho, eu tenho TRÊS para doar. Sim, “de grátis”, você não paga nada. Ah mas não precisa levar os três. Se você pegar um só, já ajuda muito ;-)

Tá vendo aquelas telhas ali atrás??? Eu que quebrei hi hi hi

Tá vendo aquelas telhas ali atrás??? Eu que quebrei hi hi hi

Oi, desculpa minha cara de sono

Oi, desculpa minha cara de sono

Oi, meu nome é bigode

Oi, meu nome é bigode

Onde buscar?

Então, eu moro na esquina da Av. Carlos Drumond de Andrade (av. do Motel Vis a Vis) com a Delfim de Pádua Peixoto, na Praia Brava Itajaí. O mapinha abaixo traz os pontos de referência. Qualquer dúvida, ligue para 47 3366 2004. Posso até levar o gatinho na sua casa, caso você more em Itajaí, Balneário e redondezas. Sim, “pet delivery”, tá pensando o quê ??? ;-)

Mapinha indicando minha localização na Praia dos Amores

Mapinha indicando minha localização na Praia dos Amores

Ressaca na Praia Brava

Publicado em Praia Brava | 23 de junho de 2010 |

Super atrasado, pra variar, tirei algumas fotos da ressaca, ou melhor, do resultado das sucessivas ressacas ocorridas ultimamente na Praia Brava, que demonstram claramente o quanto o mar avançou na última década. A primeira grande ressaca ocorreu no inverno de 1997.

Abaixo estão duas fotos que consegui de um amigo, de uma forte ressaca que ocorreu no inverno de 2001:

Ressacas na Praia Brava - 01-06-2001 - Antigo bar à saída da Carlos Drumond

Ressacas na Praia Brava - 01-06-2001 - Antigo bar à saída da Carlos Drumond

Ressacas na Praia Brava - 01-06-2001 - Onde era o antigo Tribus Bar

Ressacas na Praia Brava - 01-06-2001 - Onde era o antigo Tribus Bar

Já na foto abaixo, você percebe  forte erosão recente, dada a altura das dunas:

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Erosão

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Erosão

Abaixo, o tubo de esgotamento comumente utilizado pelos bares à beira-mar, de um antigo bar instalado aqui neste local:

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Tubo de antigo bar à beira da praia

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Tubo de antigo bar à beira da praia

Abaixo, você percebe o aterro realizado com terra vermelha há vários anos.

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Terra vermelha à beira mar?

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Terra vermelha à beira mar?

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Esse ´tá esperando a vez dele

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Esse ´tá esperando a vez dele

Aqui, o mais interessante. A fundação de um antigo posto de salva-vidas que funcionou aproximadamente entre os anos de 1995/6 até 2001/2. Observe que na época, do “salva-vidas” até a praia, iam uns 20 metros ou mais de faixa de areia. Já era…

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Antigo Posto de salva-vidas

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Antigo Posto de salva-vidas

Agora, abaixo você observa que o mar não só alcançou o espaço onde antes era a rua (com o posto de salva-vidas), como avançou uns 4 metros a mais na vegetação nos últimos dois meses.

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Antigo posto de salva-vidas

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Antigo posto de salva-vidas

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Antigo posto de salva-vidas

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Antigo posto de salva-vidas

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Antigo posto de salva-vidas

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Antigo posto de salva-vidas

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Antigo posto de salva-vidas

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Antigo posto de salva-vidas

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Pedra sendo coberta pela areia

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Pedra sendo coberta pela areia

Diz-se que a Praia Brava é um lugar onde antigamente se localizava um imenso banhado. Chegaram aterrando tudo, sem estudo e sem planejamento (que novidade) e hoje o bairro sofre com as consequências provocadas pela drenagem pluvial inadequada. Abaixo, mais uma das tantas e fortes erosões provocadas pelas fortes e sequenciais chuvas dos últimos anos:

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Erosão promovida pela enxurrada

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Erosão promovida pela enxurrada

Os barões da grana ainda pensam que a vegetação de restinga não passa de “mato”. Pois abaixo percebe-se nitidamente que onde há menos vegetação, o mar VEM COM TUDO, como diria Regina Casé:

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Antiga passarela

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Antiga passarela

Ressaca na Praia Brava Itajaí - A mesma passarela (ou o que restou dela)

Ressaca na Praia Brava Itajaí - A mesma passarela (ou o que restou dela)

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Aos céticos, acreditem, sem a vegetação, seria pior

Ressaca na Praia Brava Itajaí - Aos céticos, acreditem, sem a vegetação, seria pior

Enfim, depois da tempestade, a bonança, e as lições que os homens não querem aprender:

Ressaca na Praia Brava - Depois da tempestade, digo, da ressaca, vem a calmaria

Ressaca na Praia Brava - Depois da tempestade, digo, da ressaca, vem a calmaria

Ronaud Pereira

Menos…

Publicado em Praia Brava | 16 de maio de 2010 |

O rapaz comentou, nesta notícia, assim:

“O charme da praia (Brava) estava no chão batido…”

Acho que ele exagerou…

Itajaí mais verde, nossa vida mais verde

Publicado em Vale do Itajaí | 3 de maio de 2010 |
Itajaí - Pouca arborização

Itajaí - Pouca arborização

Achei ótimo encontrar esta iniciativa em Itajaí – Itajaí Mais Verde – mesmo apesar de particularmente não acreditar que o aquescimento global com suas mudanças climáticas tenha sua causa na ação humana (clique aqui e veja mais). O clima está se alterando sim, mas mais motivado por ciclos naturais do planeta do que por causa do CO2 emitido por nossa sociedade industrial.

Creio eu (opinião minha) que a sensação de calor aumentou porque diminuiram as áreas verdes. Hoje os grandes centros urbanos são ilhas de calor porque o concreto, a pedra e o asfalto absorvem e conservam o calor de forma super eficiente. Então não é necessariamente que a temperatura da terra esteja aumentando drasticamente, mas sim que a sensação de que atualmente faz mais calor se intensificou, devido, justamente, às ilhas de calor dentro das quais vivem boa parte da população mundial.

Já as árvores dissipam o calor e a luz do sol com grande eficiência, não só dissipando a luz propriamente com suas sombras sempre muitíssimo bem vindas durante o verão, como transformando parte do calor recebido na energia de que precisam através da fotossíntese, processo próprio dos vegetais onde, através do calor do sol, quebram as moléculas de carbono, ficando com parte desse carbono para sua constituição física, liberando então, para a atmosfera, o gás oxigênio e vapor de água. Veja mais sobre Arborização (clique e veja).

As árvores são o “mecanismo” biológico perfeitamente desenvolvido pela natureza através dos milhões de anos de sua evolução, como sombreiros naturais que se auto-mantém. Então desde que comecei a ouvir sobre esse papo ecológico/ambiental sempre tive para mim, muito claramente, que se cada um plantasse duas ou três árvores em cada casa, seria fácil resolver o problema do calor.

Já vi casos de gente que elimina o jardim de casa “por causa da sujeira que dá”. PeloamordeDeus hein? Só para poder ficar com suas bundas gordas mais tempo coladas no sofá. Ridículo o nível que alguns “cerumaninhos” chegam. Muitos brasileiros adoram ver filmes americanos com belas paisagens, com belos bairros residenciais amplamente arborizados, mas são incapazes de perceber que se eles não tomarem qualquer iniciativa nesse sentido, continuarão morando em suas cidades e metrópoles cinzas e sem graça.

Itajaí tem grandes áreas urbanas e residenciais completamente desprovidas de vegetação. E as que restam estão diminuindo rapidamente, devido aos fins capitalistas que já conhecemos, os quais não podemos subestimar. Todos precisamos e gostamos do progresso e do conforto. Portanto iniciativas como a da Itajaí Mais Verde vem muito bem a calhar, reflorestantdo áreas ignoradas que também não tem tanto valor nem qualquer utilidade prática. Nada mais justo e inteligente do que reflorestá-las. E convenhamos, é super agradável viver numa cidade bonita, arborizada, bem cuidada…

Veja outros links interessantes:

Arborização
Telhado Verde
Ilha de Calor

Maringá - PR - Um exemplo para o país no quesito arborização

Maringá - PR - Um exemplo para o país no quesito arborização

Ronaud Pereira

Urbanismo, identidade cultural e meio-ambiente

Publicado em Balneário Camboriú | 18 de abril de 2010 |

O texto abaixo foi comentado neste texto de Aderbal Machado: Afrontas ao urbanismo e ao meio-ambiente (clique e leia). Aqui ele foi expandido:

Urbanidade, sim

Sou super a favor do progresso, afinal quem não gosta de andar por uma rua asfaltada, e quem não gosta de morar sob um teto confortável? Quem não gosta de caminhar em uma praia/espaço urbanizado e organizado? Sim, progresso e desenvolvimento, renda e riqueza, como itens que promovem a qualidade de vida de uma população são valores muito desejados e plenamente dignos de se almejar.

A arquitetura e o urbanismo sempre esteviveram atrelados ao progresso e à construção da qualidade de vida para os homens, desde que egípcios, gregos, e depois romanos, iniciaram o desenvolvimento urbano de suas regiões através do manejo das pedras para a construção de seus prédios públicos, ruas e aquedutos.

Era uma vez, a identidade cultural

O que acontecia de uns 40 anos para trás até o início das civilizações, era que toda região se desenvolvia arquitetonicamente, e esse desenvolvimento, através de suas obras, contribuía para a criação de uma identidade cultural. Todas aquelas formas, técnicas e materiais constituiam juntos a identidade material de um povo. Assim foi até mais ou menos a década de 60/70.

Trazendo essa discussão para Santa Catarina, não é difícil encontrar fortes traços da identidade açoriana pelas cidades do litoral. Na rua Blumenau de Itajaí, por exemplo, com suas casinhas antigas da ainda recente década de 70, já mal cuidadas, condenadas a desaparecerem, existe toda uma riqueza magnífica. Se o poder público se interessasse e promovesse o restauro de todas aquelas casinhas simples mas tão repletas de detalhes típicos, a rua bem poderia se chamar algo como Alamêda Açoriana. Se tornaria um ponto de passeio turístico. Ali está todo um modo de vida de um povo que ajudou a construir o local onde vivemos hoje. Mas isso é só um devaneio. Aquilo tudo, creio eu, está condenado e deverá ser incorporado pelo porto nos próximos anos.

Balneário Camboriú, como outro exemplo aqui próximo, está se tornando uma cidade esquisita. Faz tempo que a cidade perdeu seu gostoso clima praiano para uma arquitetura típica peculiar constituída por um mar de prédios padronizados, muito altos, tão próximos entre si. Isso quando seus arquitetos não decidem implementar na fachada itens e formas totalmente desprovidas de identidade, ou minimamente de um sentido, enfim, fachadas de um péssimo (ou inexistente) gosto. Na questão urbana, há ruas que mal “veem” a luz do sol, apertadas, claustrofóbicas. Onde está aquele tranquilo vilarejo praiano, os pescadores com sua rotina atemporal, as casas de veraneio?

Agora, está tudo igual

O que observamos atualmente, é que todo o Estado,  porque não, o país, está padronizando suas construções. Está tudo muito padronizado, hermético, pasteurizado, e … (coloque nos pontinhos o adjetivo de sua preferência para algo sem graça). Os ricos de hoje constroem casas americanizadas. Nós, os brasileiros, por mais que neguemos, não perdemos nossa alma de colonizados. Antes importávamos o estilo de nossas metrópoles européias, como Portugal, Itália ou Alemanha. Mas tudo bem, já que nossos antepassados vieram de lá mesmo. Agora só mudamos de metrópole. Na ânsia pelo status, desprovidos de qualquer conhecimento cultural, assimilamos o que estiver disponível. O importante é parecer bem. Maldito status!

Um exemplo positivo, neste sentido, é o empreendimento da Embraed, o Centro Empresarial Embraed, no centro de Itajaí. Com uma linha arquitetônica de muito bom gosto em um estilo neo-clássico, se não me engano, enriqueceu deveras o centro da cidade. Esta mesma empresa tem alguns prédios mais recentes em Balneário Camboriú também muito bem pensados, do ponto de vista do estilo arquitetônico. Os arquitetos da empresa estão de parabéns. E a propósito, não tenho nenhum vínculo com a empresa e nem recebi nada por essa citação. É que penso que o que é bom gosto deve ser elogiado.

Pelo nosso bem, ou pelos nossos bens?

Os empreendedores, principalmente construtores, tão capazes de construir, e o poder público municipal, tão ávidos pelo progresso, são tão incapazes de enxergar um pouquinho além e ver que nem tudo é ferro, concreto e dinheiro. Há uma coletividade que demanda tudo isso. Há um ambiente em volta, o qual influencia diretamente na qualidade de algo que diz respeito a todos, que é a nossa vida, a vida da coletividade. Em pleno século XXI, em que tantos estudos apontam os melhores caminhos e as melhores práticas, ainda seguem tocando obras como se estivessem nos anos 80. Não perceberam que o mundo mudou, que se achar dono do mundo está completamente démodé. A empresa que merece ser verdadeiramente reconhecida é aquela que age pela comunidade, e não aquela que age só pelos seus clientes. Eu sei, eu sei, mais um devaneio, mas não sou só eu, há um comercial na TV pregando NÃO o melhor negócio do mundo, mas o melhor negócio PRO mundo e meu lado idealista gostou da idéia. Da mesma forma, o governo que quiser ser lembrado e reconhecido, é aquele que ache pelo bem comum, e não pelos seus próprios bens.

Meio ambiente

Empreendedores de várias cidades catarinenses ficaram (e estão ficando) todos muito ricos, com dinheiro caindo dos bolsos. Ótimo, resultado certamente de muito trabalho e muita luta. Mas encheram os bolsos de dinheiro, e esquecem de encher a mente com um pensamento contemporâneo. Meu pessimismo não deixa convencer-me que a maioria dos construtores daqui da região seja capaz de pegar um livro dos melhores pensadores contemporâneos para situarem suas realizações no século 21, e não na década de 80/90, quando começaram a construir suas riquezas (e eu torço MESMO para estar errado nesse julgamento, no entanto, com o que se vê, com obras atropelando as leis, o bom senso, etc,…).

Dois ótimos livros como sugestão, a quem interessar possa: Capital Espiritual (não é livro esotérico) e A Arquitetura da Felicidade

Os tempos são outros, as idéias evoluíram, as prioridades sociais se modificaram, e dentre elas, a idéia de que não basta combater a fome no mundo. Essa idéia evoluiu. Hoje qualquer cidadão comum entende que precisamos é aprender, finalmente, depois de 5 milênios de civilização, a andarmos lado a lado com a natureza, e não mais subjugá-la, como viemos fazendo até então. Os estudiosos entendem que o melhor meio de combater a fome é integrar o ser humano à natureza, e preservá-la, e tirar dela o sustento, e não tirá-la da superfície do planeta.

Confesso que não creio muito nessa história de aquescimento global antropogênico. A natureza tem ciclos próprios que trancendem a nossa ainda recente civilização, se a situarmos numa escala de tempo planetária. Mas nem que o mundo estivesse se congelando, ao invés de esquentando, seria motivo para ignorarmos a verdadeira responsabilidade que temos com aquele que é a base de nossa existência, a natureza e nosso meio ambiente.

Resumindo, o que os dois livros citados acima defendem é a tese de se FAZER A COISA CERTA e não fazer a coisa certa pelos nossos bolsos. Eu sei, eu sei, mais um devaneio.

Quem sabe seja assim mesmo

Pois é, quem sabe seja assim mesmo que as coisas caminham. Quando se construiu as primeiras casas, ninguém pensava em identidade cultural, ou em preservação ambiental. O que queriam era escapar da chuva. Por outro lado podemos questionar: Será que precisa ser daquele jeito, ainda hoje, em pleno 2010?

É difícil saber qual é o caminho correto. Se o da eficiência máxima à custa de valores humanos? Se o da priorização dos valores humanos às custas de menos progresso? Talvez um meio termo?

Fica registrada a minha opinião. Continuo achando que nem tudo são concreto, ferro e dinheiro. Dinheiro não compra vida. Vida se desenvolve com valores humanos. E valores aqui são planejamento, espaço, bom senso, empatia, razoabilidade, natureza, arte, cultura…